Quem sou eu

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  Apesar de já terem se passado vinte anos, eu ainda estou tentando me descobrir.. A cada dia vivo emoções diferentes que se acrescentam em minha história e que alteram a mesma.   Diariamente me deparo em situações que me ajudam a crescer, vivo em constante evolução.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Quando eu tinha

seis anos, minha mãe me acompanhou até a escola municipal rejane maria silveira sachette, e falou que depois iria me buscar. Tudo bem, eu já tinha 6 anos, já tinha uma certa autonomia, não via problema algum naquele fato, maaaas ao ver todas aquelas crianças chorando, eu comecei a chorar também, por pura solidariedade! Poisé, esse foi o meu primeiro dia de aula. E se eu não me engano o nome da minha professora era M° Aparecida! Mal sabe ela no que me tornei..

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Influenciadas pelo..

programa 'No Limite', a Vanessa fez uma especiaria pra eu comer, no meio de uma mortadela ela colocou uma sardinha, cobriu com queijo ralado, enrolou e me deu para comer, e eu comi. Eu pensava: Se eles comem até olho de cabra, o que tem comer uma sardinha com mortadela e queijo? Sem contar que eu não poderia deixar de comer, seria quase como uma humilhação, as pessoas iriam pensar que eu não tinha coragem, e a minha reputação, onde ficaria? Fui obrigada a comer, pelo meu orgulho próprio! E as consequências disso? Uma semana com diarreia e vomito! Nunca passei tão mal em toda minha vida. A Vanessa quase me matou!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Nós todos..

éramos muito aventureiros, e um dia resolvemos fazer uma expedição a casa abandonada, e lá encontramos um frasco de desodorante AXE, chegamos a pensar que havia algum tipo de droga dentro dele e então resolvemos abrir para ver se a suspeita era verdadeira. Tomei a posse do frasco, com a mão esquerda o segurei com força e com direita desrrosquiei, nesse momento todo o liquido que estava dentro dele foi em meus olhos, fiquei sem enxergar e com medo de minha mãe brigar comigo. Todos os meus amigos ficaram assustados, queriam chamar minha mãe, eu implorava para que não a chamasse, mas chamaram. Todos aqui em casa ficaram assustados, os vizinhos começaram a dar palpites, e graças a sabedoria popular minha mãe pingou algumas gotas de leite em meu olho, que foi a minha salvação! Minha mãe nem brigou comigo..

domingo, 11 de janeiro de 2009

Com o tempo..

o bairro Sitio Cercado foi crescendo e juntamente com ele o meu grupo de amigos de infância, formado por mim, Vanessa e seu irmão Juninho, Nono, Milena, Rédini e seu irmão Eddie, Julio, Naiara e seu irmão Denis, éramos em muitos e aprontamos muito..
Nessa época Patricia já havia se mudado para outro bairro, durante todos os anos que se passaram desde então só tive noticias dela uma vez, quando ela veio nos visitar. Ela estava diferente, bem mais bonita, seu cabelo, agora arruivado, crescia para baixo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Muitos conhecem..

a história que vou contar, mas eu não poderia deixar de registra-la aqui também. Enfim..
em um dia do passado mais ou menos distante havia chovido muito, deixando a rua de chão escorregadia e a valeta que estava a céu aberto cheia, e eu com minhas amigas, Patricia e Vanessa, resolvemos inocentemente apostar uma corrida de bicicleta, indo de uma esquina a outra, ou seja, da esquina onde não havia valeta até a esquina onde havia valeta [aquela a céu aberto e cheia]. Desde que foi autorizado o inicio da corrida até o seu provável fim, estávamos praticamente empatadas, até que Vanessa patina os pneus de sua bicicleta na lama e fecha Patricia, que perde a direção e cai na valeta. Apesar de querer ajudar Patricia, eu e Vanessa pouco podíamos fazer, então pedimos ajuda e um moço veio nos socorrer; ele puxou Patricia pelos cabelos, que naquela época cresciam para cima, salvando-a de morrer afogada em uma valeta. Patricia nos relatou que viu até sapo no seu mergulho na valeta, mas eu não sei se acredito. Aquele dia fiquei com muito dó da Patricia, pois além de cair na valeta, teve que tomar banho de Q-boa que sua mãe a obrigou; a mãe dela era meio louca, colava as orelhas de Patricia com super-bonde, só porque ela tinha as orelhas de abano; mas o mais incrível foi o dia em que ela resolveu raspar a cabeça da filha, deixando-a careca, para livrar-lhe dos piolhos, normalmente as mãe costumam passar remédio, ou procurar e matar os piolhos com o dedo "mata piolho". Lembro até hoje do dia em que descobrimos que Patricia estava careca, pois sem mais nem menos, ela apareceu com o cabelo [para baixo] cheio de tranças e vestindo um boné, achamos o fato estranho [afinal, o cabelo dela estava para baixo] mas não falamos nada.. até que bateu um vento que levou o boné dela, deixando então que descobríssemos o seu segredo, ela não tinha feito tranças, pois essas estavam presas no boné, o que realmente havia acontecido é que ela estava careca. Patricia foi embora chorando..

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Grande parte..

dos vizinhos estavam se mudando, e não foi diferente com a minha família. Meu pai começou a construir nossa casa no Sítio Cercado e logo nos mudamos. Eu tinha cinco anos quando isso aconteceu, tentei resistir, pois não é fácil se adaptar a algumas mudanças.. mas foi inevitável!
Viemos morar aqui no Sítio Cercado mesmo com nossa casa não estando completamente pronta, lembro que a minha mãe ficou com medo que os sem terras ocupassem o terreno. Também, havia aqui nas redondezas somente 4 casas e muito mato, quase terra de ninguém!
Um dia eu estava sentada na parte da frente do nosso terreno, brincando com areia, quando sem mais nem menos Vanessa e Patrícia vieram falar comigo, e logo nos tornamos amigas.
Patrícia era filha única e morava na casa ao lado da minha; já Vanessa tem mais três irmãos, um casal mais velho que ela e uma mais nova, todos eles moravam do outro lado da rua.
Patrícia e eu temos a mesma idade, Vanessa é um ano mais velha. Juntas brincamos muito, mas sempre brigavamos na hora de escolher quem era quem dos power rangers, pois a Vanessa era sempre a rosa e eu com a Patrícia disputávamos para ver quem seria a ranger amarela. A Patrícia para tentar me convencer falava: Você pode ser o branco, ele é mais forte! Ou então: Seja o azul, ele é o mais bonito! Teve um dia que ela me deu uma vassourada na cabeça para ser a ranger amarela; depois de ir embora chorando resolvi me vingar e fui de atrás dela e dei uma bela vassourada em sua cabeça, então fomos as duas pra casa chorando!

Naquela época..

meu avô ainda era vivo, apesar de lembrar de sua feição, não lembro de nenhum momento nosso, aliás, o única imagem que tenho nítida em minha memória é a dele sendo levado para o hospital.. foi quando ele morreu. Eu era muito pequena, não sabia de nada, mas eu queria ter vivido, convivido, compartilhado mais momentos com ele.